
Isabela Figueiredo
Caderno de memórias coloniais
R$ 54,90
R$ 43,92
ISBN: 9788593828942
Selo: Todavia
Peso: 250 gramas
Tamanho: 210 x 140 x 12 mm
Edição: 1ª
Lançamento: 05.07.2018
Encadernação: Brochura
Obra-prima da literatura portuguesa de hoje, o livro de Isabela Figueiredo é um devastador ajuste de contas com a situação colonial. Caderno de memórias coloniais foi publicado em 2009 em Portugal. Sucesso de público, foi saudado como uma obra-prima. E é de fato um genial acerto de contas da autora com o passado colonial de Portugal e com seu pai, um eletricista português radicado em Moçambique. O pai parece personificar Portugal: despreza e explora os nativos. O “melhor” de Moçambique ficava com os brancos: as boas praias, os bares, a vida cultural e social, as melhores oportunidades. Tudo isso é visto pelos olhos de Isabela, que lá nasceu em 1963 e teve que se mudar para Portugal nos anos 1970, durante o contexto da descolonização. O livro é uma espécie de Carta ao pai (de Kafka), um acerto de contas num texto que mescla memória, ensaio, observação pessoal e ficção. O livro tem origem num blog da autora, canal pioneiro para tentar trazer mais realidade à narrativa edulcorada do Portugal africano. Até então, havia uma enxurrada de memórias cor de rosa e piedosas de brancos que nasceram e cresceram nas colônias portuguesas e que nunca tratavam das questões reais e duras do passado: a exclusão da população local (negra), os trabalhos subalternos e mal-remunerados destinados aos locais, o racismo. Autora da FLIP 2018.
Palavras-chave: Carta ao pai, Kafka, Maputo, Mia Couto, Moçambique, Paulina Chiziane, Portugal, Terra sonâmbula, brancos, colonialismo português, colonização, confissão, ensaio, família, memória, negros, racismo, África